A minha Andorinha

"...Viver é segurar-se a ambos os extremos,
demorar dois sentidos que ao cruzar-se
restituem o presente ate a ausencia
desde a qual o teu corpo se desfaz.."
Ser ou não ser, eis a questão. Já dizia Shakespeare…

“…Basta um leve respirar para acabar o silêncio. Uma composição de gemidos para seguir a narrativa numa outra linha de pensamento. Basta apenas meia dúzia de reticências para num delírio toda a frase ser simplificada num suspiro, um ponto, acaba-se a prosa e numa interrogação colocar em dúvida uma história inteira. Numa explicação clara, sem o uso abusivo dos dois pontos, a compreensão se estampa. Entender que nos dias de hoje, é possível se extraviar os pensamentos, com claras pistas do que de facto se espera por dentro. Uma ligação, uma conversa, um beijo. É claro, um momento, só para encurtar mais a conversa que todos escondem. Vamos, atirem uma capa por cima dos sentimentos, dos sentidos, que seja uma heresia, um claro pecado, ajoelhem se aqueles que por algum instante, não se calaram. Não julgaram. Pois medo, meus caros amigos… é como a seca , desnecessária, mas até hoje não houve antídoto para tal facto. Afinal, não é mais novidade que a cada esquina uma máscara é vendida. Basta colocar na vitrine: ‘Seja quem você quiser’. E pronto, quem precisa de autenticidade? Quem precisa ser diferente? Sejamos todos abutres iguais, com a mesma asa quebrada e os mesmos defeitos palpitando no peito. Sejamos iguais ou diferentes, mas sejamos o que somos, pois andar nesse deserto a espera de verdade, está a tornar-se decepcionante. Quem quiser dizer um palavrão, quiser gritar um eu amo -te, quem quiser correr atrás dum sonho. Faça isso. Apenas nessas horas me vem á mente que não basta apenas conseguir o que se quer, é preciso fazer sem ferir, lutar com respeito, ter educação. Somos o que somos, mas nem todos são o que dizem que são…”

Ser ou não ser, eis a questão. Já dizia Shakespeare…

“…Basta um leve respirar para acabar o silêncio. Uma composição de gemidos para seguir a narrativa numa outra linha de pensamento. Basta apenas meia dúzia de reticências para num delírio toda a frase ser simplificada num suspiro, um ponto, acaba-se a prosa e numa interrogação colocar em dúvida uma história inteira. Numa explicação clara, sem o uso abusivo dos dois pontos, a compreensão se estampa. Entender que nos dias de hoje, é possível se extraviar os pensamentos, com claras pistas do que de facto se espera por dentro. Uma ligação, uma conversa, um beijo. É claro, um momento, só para encurtar mais a conversa que todos escondem. Vamos, atirem uma capa por cima dos sentimentos, dos sentidos, que seja uma heresia, um claro pecado, ajoelhem se aqueles que por algum instante, não se calaram. Não julgaram. Pois medo, meus caros amigos… é como a seca , desnecessária, mas até hoje não houve antídoto para tal facto. Afinal, não é mais novidade que a cada esquina uma máscara é vendida. Basta colocar na vitrine: ‘Seja quem você quiser’. E pronto, quem precisa de autenticidade? Quem precisa ser diferente? Sejamos todos abutres iguais, com a mesma asa quebrada e os mesmos defeitos palpitando no peito. Sejamos iguais ou diferentes, mas sejamos o que somos, pois andar nesse deserto a espera de verdade, está a tornar-se decepcionante. Quem quiser dizer um palavrão, quiser gritar um eu amo -te, quem quiser correr atrás dum sonho. Faça isso. Apenas nessas horas me vem á mente que não basta apenas conseguir o que se quer, é preciso fazer sem ferir, lutar com respeito, ter educação. Somos o que somos, mas nem todos são o que dizem que são…”