A minha Andorinha

"...Viver é segurar-se a ambos os extremos,
demorar dois sentidos que ao cruzar-se
restituem o presente ate a ausencia
desde a qual o teu corpo se desfaz.."
Morfologia da saudade …

Morfologia da saudade …

“Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar.”

“Eu gosto de delicadeza. Seja nos gestos, nas palavras, nas ações, no jeito de olhar, no dia-a-dia e até no que não é dito com palavras, mas fica no ar.”

“I am incredibly passionate about my life, I am absolutely unable to hide any emotion. If I wrote a book, I’d have to call it ‘P is for Passion’. I don’t go in for anything halfway. My feelings about things are instant, on the spot. And my heart is always, always on my sleeve.”

“I am incredibly passionate about my life, I am absolutely unable to hide any emotion. If I wrote a book, I’d have to call it ‘P is for Passion’. I don’t go in for anything halfway. My feelings about things are instant, on the spot. And my heart is always, always on my sleeve.”

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Morfologia da saudade…

Morfologia da saudade…

“I want to write a novel about Silence,” he said; “the things people don’t say.”
 —  Virginia Woolf

“I want to write a novel about Silence,” he said; “the things people don’t say.”
— Virginia Woolf

I turn around and see sparks shoot out of your eyes. Birds fly from your mouth. Without a sound. I caught you as you fell and we fell silently together, almost like falling asleep, each pulling the other down, grabbing at whatever you can… I spent the whole night with him without actually looking at his face. I couldn’t do it. I was afraid of what I might find if I looked. In his eyes I saw stars fixed upon me— I had read too much already, no more looking.

I turn around and see sparks shoot out of your eyes. Birds fly from your mouth. Without a sound. I caught you as you fell and we fell silently together, almost like falling asleep, each pulling the other down, grabbing at whatever you can… I spent the whole night with him without actually looking at his face. I couldn’t do it. I was afraid of what I might find if I looked. In his eyes I saw stars fixed upon me— I had read too much already, no more looking.

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“…A verdade é amor — escrevi um dia. Porque toda a relação com o mundo se funda na sensibilidade, como se aprendeu na infância e não mais se pôde esquecer. É esse equilíbrio interno que diz ao pintor que tal azul ou vermelho estão certos na composição de um quadro. É o mesmo equilíbrio indizível que ao filósofo impõe a verdade para a sua filosofia. Porque a filosofia é um excesso da arte. Ela acrescenta em razões ou explicações o que lhe impôs esse equilíbrio, resolvido noutros num poema, num quadro ou noutra forma de se ser artista. Assim o que exprime o nosso equilíbrio interior, gerado no impensável ou impensado de nós, é um sentimento estético, um modo de sermos em sensibilidade, antes de o sermos em. razão ou mesmo em inteligência. Porque só se entende o que se entende connosco, ou seja, como no amor, quando se está «feito um para o outro». Só entra em harmonia connosco o que o nosso equilíbrio consente. E só o consente, se o amar…”

“…A verdade é amor — escrevi um dia. Porque toda a relação com o mundo se funda na sensibilidade, como se aprendeu na infância e não mais se pôde esquecer. É esse equilíbrio interno que diz ao pintor que tal azul ou vermelho estão certos na composição de um quadro. É o mesmo equilíbrio indizível que ao filósofo impõe a verdade para a sua filosofia. Porque a filosofia é um excesso da arte. Ela acrescenta em razões ou explicações o que lhe impôs esse equilíbrio, resolvido noutros num poema, num quadro ou noutra forma de se ser artista. Assim o que exprime o nosso equilíbrio interior, gerado no impensável ou impensado de nós, é um sentimento estético, um modo de sermos em sensibilidade, antes de o sermos em. razão ou mesmo em inteligência. Porque só se entende o que se entende connosco, ou seja, como no amor, quando se está «feito um para o outro». Só entra em harmonia connosco o que o nosso equilíbrio consente. E só o consente, se o amar…”